Mostra de Cinema de Tiradentes

Realidade árida é terreno fértil pro cinema

Alpendre Cultural | 29/01/2018

Compartilhe:


Olhando o Brasil: 21ª  edição da Mostra de Cinema de Tiradentes é uma janela aberta para o interior do Brasil

Veja os vencedores da 21ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto: Beto Staino/Universo Produção

Veja os vencedores da 21ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto: Beto Staino/Universo Produção

A produção recente do cinema brasileiro caminha para dentro. Busca com delicadeza a origem, a raíz dessa sociedade e encontra poesia num terreno árido. A 21ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes trouxe aos olhos do público uma viagem pelo interior do Brasil. Sentado na cadeira no cinema montado no centro de Tiradentes, era possível viajar de Arapiraca, no interior de Alagoas, para o interior da Bahia, e depois para Silvânia, no interior de Goiás.

A realidade, mote principal desta edição, estava presente até em filmes de ficção. Durante os debates, críticos de cinema e cineastas se arriscaram dizendo que esse pode ser um caminho que o cinema brasileiro começa a trilhar. Nesta edição, realizada durante tumultuados dias da política brasileira, o público se emocionou com figuras reais e fortes que habitam esse país.

Enfim, como todo festival de artes, a Mostra de Cinema de Tiradentes causa efeito com o passar dos dias. Ou seja, os filmes apresentados nesta edição agora estão nas bocas, nos veículos midiáticos e na cabeça de quem esteve em Tiradentes, Minas Gerais. Sem dúvida, é assim que o cinema brasileiro funciona: primeiro na sala, óbvio, depois nas ruas.

 

Confira abaixo os filmes vencedores da 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

– Melhor longa-metragem Júri Popular:
“Escolas em Luta” (MG), de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli

-Melhor curta-metragem Júri Popular:
“A Retirada para um Coração Bruto” (MG), de Marco Antônio Pereira

– Melhor curta-metragem pelo Júri da Crítica, Mostra Foco:
“Calma” (RJ), de Rafael Simões

– Melhor longa-metragem pelo Júri Jovem, da Mostra Olhos Livres: Prêmio Carlos Reichenbach
Inaudito (SP), de Gregorio Gananian.

– Melhor longa-metragem da Mostra Aurora, pelo Júri da Crítica:
“Baixo Centro” (MG), de Ewerton Belico e Samuel Marotta.

– Prêmio Helena Ignez para destaque feminino:
Julia Katharine, roteirista e atriz de “Lembro Mais dos Corvos” (SP).

– Prêmio Canal Brasil de Curtas:
“Estamos Todos Aqui” (SP), de Chico Santos e Rafael Mellim.

 

Comentários

Últimas